Defesa de Banca: “Cidadão Eletrônico – a TV Regional como Protagonista” Aluna: Patrícia - FCL

Origem: WikiPos, a enciclopédia livre.

Faculdade Cásper Líbero
Coordenadoria de Pesquisa e Pós-Graduação
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação
Metodologia de Pesquisa – Prof. Dr. Laan Mendes

Defesa de Banca: “Cidadão Eletrônico – a TV Regional como Protagonista”
Aluna: Patrícia

Pedro Luiz de Oliveira Costa Bisneto 
R.A: 07000797
pbisneto@uol.com.br

Conteúdo

Dados Gerais

  • Aluna: Patrícia Mendes
  • Tema: “Cidadão Eletrônico – a TV Regional como Protagonista”
  • Data: 09/03/2007
  • Horário: 15:45hs
  • Local: Sala Citibank, 5º andar, Faculdade Cásper Líbero

Banca examinadora:

  • Prof. Dr. Dimas A. Kunch (Orientador)
  • Prof. Dr. Cláudio Novaes P. Coelho
  • Profª. Drª. Cecília Peruzzi

A apresentação do trabalho

A apresentação do tema foi feita em Powerpoint e com a exibição de dois vídeos, duas matérias de jornal televisivo. A dissertação da aluna questionou a TV e a sua relação com a comunidade, sobretudo as comunidades carentes, utilizando como foco, a emissora onde trabalha, a TVI, televisão regional de Araçatuba retransmissora do SBT no interior de São Paulo, através do programa ao qual estava ligada como produtora e repórter, o “Tele Verdade”.

A aluna enfatizou o fato de muitas pessoas abdicarem de seus direitos como cidadãos e buscarem a TV para solucionar seus problemas, sejam pessoais ou coletivos, da comunidade a qual fazem parte. Colocou o aspecto prejudicial da TV e como as pessoas se apóiam nela para resolver questões que afetam as suas vidas. Questões essas que poderiam e deveriam ser solucionadas pelos próprios cidadãos no seu exercício de sua cidadania. Demonstrou que a TV deseduca o cidadão em relação aos seus direitos à cidadania, se colocando neste papel e, obviamente, com interesses próprios nos seus bastidores, atuando como uma “falsa heroína” do povo oprimido. O trabalho demonstrou, inclusive com a exibição de duas matérias do mencionado programa, que as pessoas não acreditam que a sua própria mobilização traga resultados sobre a coletividade, porém a atuação da TV trás sim resultados positivos. Em suma, as pessoas, especialmente as mais humildes, não acreditam, muitas não sabem inclusive o que é, no seu direito à cidadania, porém no “poder da TV”, pode-se acreditar, a TV então, torna-se uma espécie de “muleta” que o cidadão se apóia em detrimento ao seu direito e exercício da cidadania. A aluna demonstrou que essa questão forma um “círculo vicioso”, da seguinte forma:

  • Cidadão procura a TV pois os órgãos públicos nada fazem em relação aos problemas da comunidade;
  • A TV faz matéria sobre problemas que as comunidades lhe comunicam;
  • As autoridades buscam solucionar os problemas;
  • A TV veicula a solução do problema;
  • Cidadão crê que a TV é a solução para os seus problemas e não se mobiliza
  • Surge um novo problema e os cidadãos voltam a procurar a TV sem antes se mobilizarem por si só, ou através de associações de bairros, sub-prefeituras ou órgãos de defesa do consumidor etc.

Em suma: os cidadãos abdicam do seu direito à cidadania e o outorgam à televisão.

Comentários da Banca Examinadora

A Profª. Cecília Peruzzi foi a primeira a argüir com elogios diversos a todo trabalho, questionou porém, a falta de engajamento político do trabalho. A aluna respondeu que o foco de sua dissertação estava na questão da cidadania e da televisão, deixando as questões políticas para um segundo plano, ou até mesmo, para uma tese de Doutorado.

O segundo a argüir foi o Prof. Cláudio Novaes que, além de elogiar a própria Cásper Líbero e o seu curso de Mestrado, distribuiu elogios ao trabalho e se colocou de acordo com os dados e as objeções levantadas pela pesquisa da aluna. Questionou o fato das pessoas não exercerem o seu direito à cidadania e argumentou que o trabalho poderia ter explorado mais esse problema em particular. Comentou positivamente o circulo vicioso levantado pela aluna em sua dissertação. Também criticou alguns aspectos do trabalho no contexto da globalização e sugeriu algumas correções neste sentido.

Terminando as argüições, o Professor e também orientador do trabalho, Dimas Kunsch, colocou que a aluna foi coerente na pesquisa em acordo com as suas competências de jornalista e produtora, que colocou em questão inclusive, a ideologia de seu próprio trabalho, buscando ver o que havia nos bastidores de seu programa e quais os efeitos do mesmo sobre a sua comunidade. Enfatizou o fato da aluna ter deixado a emissora antes do término de sua pesquisa, o que a ajudou a finalizar a mesma utilizando um ponto de vista mais neutro e investigativo.

Comentários gerais deste ouvinte

O trabalho em sua apresentação pública me pareceu ser muito de cunho pessoal, da visão de uma repórter/produtora sobre o programa onde trabalha. Na minha visão, a aluna conseguiu mostrar boa imparcialidade frente a essa questão. Ela conseguiu ser “neutra” em relação as questões levantadas, não se colocando em nenhum momento em posição favorável ou a emissora onde trabalhava, ou aos cidadãos que assistem e participam do programa, mas sim enfocando a questão na cidadania e/ou a falta dela. A aluna, Patrícia, mostrou excelente postura em sua apresentação, seu texto ainda teve algumas correções textuais da monografia durante a explanação. É claro que este ponto de vista se faz de um aprendiz em matéria de pesquisa investigativa, e pode ser encarado então, apenas como a impressão obtida por alguém que assistiu a uma banca de mestrado pela primeira vez.

Deliberações

Após todos se retirarem do recinto, a banca examinadora deliberou por cerca de dez minutos e conclui as examinações do trabalho lhe conferindo a nota máxima, o que levou a aluna Patrícia - agora Mestra – às lagrimas.


--Pedro Luiz 10:35, 12 de Março de 2007 (BRST)

Personal tools