Núcleo Capital Social
Origem: WikiPos, a enciclopédia livre.
| Teccred[] | [Capa] | [Info/onto/sem] | [Capital Social] | [Esfera Pública] |
Ementa do NúcleoDestacamos algumas observações de Pierre Bourdieu sobre os tipos de capitais (econômico, cultural, social e simbólico)e a sua importância para a construção do espaço social como um espaço de estilos de vida, marcados por complexos jogos de integração e distinção . As apropriações e práticas relacionadas às novas tecnologias distribuem-se, também, de modo complexo, entre esses jogos sociais, contribuindo, muitas vezes, para alterá-los. Quais são os princípios de diferenciação que orientam novas topologias no ciberespaço? Que tipo de capitais são eficientes nessas novas topologias e como são apropriados e utilizados? Como podem ser integradas as topologias de "posições" com as topologias "em fluxo" (Castells)? Como a comunicação é produzida, circula e é apropriada nesses novos espaços sócio-técnicos?
"A ciência social não deve construir classes, mas sim ESPAÇOS SOCIAIS NO INTERIOR DOS QUAIS AS CLASSES POSSAM SER RECORTADAS - mas que existem apenas no papel. Ela deve, em cada caso, CONSTRUIR E DESCOBRIR (para além da oposição entre o construcionismo e o realismo) o PRINCÍPIO DE DIFERENCIAÇÃO que permite reengendrar teoricamente o espaço social empiricamente observado.(...) todas as sociedades se apresentam como espaços sociais, isto é, ESTRUTURAS DE DIFERENÇAS que não podemos compreender verdadeiramente a não ser construindo o PRINCÍPIO GERADOR QUE FUNDA ESSAS DIFERENÇAS na objetividade. Princípio que é o da estrutura da distribuição das FORMAS DE PODER ou dos TIPOS DE CAPITAL EFICIENTES NO UNIVERSO SOCIAL CONSIDERADO - e que variam, portanto, de acordo com os lugares e os momentos." (p.50) BOURDIEU, Pierre. Razões Práticas: sobre a teoria da ação. Campinas/SP:Papirus, 1997.
"Um dos aspectos essenciais para a consolidação de comunidades pessoais ou redes sociais é, sem dúvida, o sentimento de confiança mútua que precisa existir em maior ou menor escala entre as pessoas. A construção dessa confiança está diretamente relacionada com a capacidade que cada um teria de entrar em relação com os outros, de perceber o outro e incluí-lo em seu universo de referência. Esse tipo de inclusão ou integração diz respeito à atitude tão simples e por vezes tão esquecida que é justamente a de reconhecer, no outro, suas habilidades, competências, conhecimentos, hábitos... Quanto mais um indivíduo interage com outros, mais ele está apto a reconhecer comportamentos, intenções e valores que compõem seu meio. Inversamente, quanto menos alguém interage (ou interage apenas num meio restrito), menos tenderá a desenvolver plenamente esta habilidade fundamental que é a percepção do outro. Em outras palavras, reconhecer é a aptidão que um indivíduo desenvolve para perceber, detectar, localizar numa outra pessoa uma característica que não havia sido percebida antes e que, por isso mesmo, simplesmente não tinha existência no campo de sua percepção. Mas reconhecer é também, e ao mesmo tempo, dar valor a alguém, aceitá-lo em seu meio, integrá-lo como colega ou parceiro. Esta dinâmica do reconhecimento é com certeza uma das bases para a construção da confiança não apenas individual, mas coletiva. Redes sociais só podem ser construídas com base na confiança mútua disseminada entre os indivíduos. Isso pode se verificar em maior ou menor grau, mas de qualquer forma a confiança deve estar presente da forma a mais ampla possível." Por um novo conceito de comunidade: redes sociais, comunidades pessoais, inteligência coletiva - Rogério da Costa [Em Construção] Capital SocialBibliografia BOURDIEU, Pierre. (1980), "Le capital social: notes provisoires". In Actes de la recherche en sciences sociales, volume 31, pp. 2-3. BOURDIEU, Pierre. (2001), Science de la science et réflexivité. Paris, Raisons d'Agir, 237 p. COLEMAN, James. (1988), "Social Capital in the Creation of Human Capital". In: American Journal of Sociology, N. 94. COLEMAN, James. (1990), Foundations of Social Theory. Cambridge, Massachusetz, Harvard University Press. HERMET, Guy. (2001). Capital social et développement. UNESCO/Paris: Colóquio "Lutte contre la pauvreté urbaine: quelles politiques?", dezembro, mimeo. MATOS, Heloíza. Capital Social e Comunicação. São Paulo: Summus, 2009 RATTNER, Henrique. (2002), Prioridade: construir o capital social. Texto disponível em www.abdl.org.br/rattner ROBINSON, David (org.). (2002), Building Social Capital. Wellington (Nova Zelândia): Institute of Policy Studies, Voctoria University of Wellington, 85 p SIRVEN, Nicolas. (2001), Capital Social et Développement: Quelques Eléments d'Analyse. Bordeaux, Université Montesquieu-Bordeaux IV, Centre d'Economie du Développement, Documento de discussão n° 57. SOUZA, Celina. (2002), Políticas Públicas: Conceitos, Tipologias e Sub-Áreas, mimeo., 27 p. TEIXEIRA, Elenaldo. (2002), O Local e o Global, Limites e desafios da participação cidadã. Cortez Editora, 224 p. WOOLCOCK, Michael. (1998), "Social Capital and Economic Development: Toward a Theoretical Synthesis and Policy Framework". In Theory and Society, 27 (2), pp. 151-208.
|
Links interessantesParticipantes do Núcleo
|
|
