Roseani Vieira Rocha

Origem: WikiPos, a enciclopédia livre.

Linha de Pesquisa 1

Todas essas denominações podem ser alteradas pelo pesquisador discente cadastrado.

Currículo

Isto é parte de minhas atividades, valendo ressaltar que o currículo acadêmico começa a ser criado, já que estou apenas na iniciação científica!

Formação - Jornalismo – Faculdade Cásper Líbero (cursando a graduação) Bacharel em Português – Universidade de São Paulo Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH - USP) - mas por favor, não achem que engoli uma gramática, eu adoro estudar a nossa linda língua, obviamente, mas amo é literatura! Licenciatura, na Faculdade de Educação da mesma Universidade

Idiomas - Inglês, na Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa - São Paulo (avançado) - City College of San Francisco - CA, EUA - Espanhol (leitura)

Experiência Profissional

Atualmente, trabalho como repórter do jornal semanal Propaganda & Marketing, contribuindo também com notas para a edição “online” do veículo, um dos mais tradicionais na cobertura do mercado de comunicação publicitária, tendo celebrado seus 40 anos em 2005.

De 2000 a 2004, trabalhei para a Revista About (também voltada ao mercado publicitário e de comunicação) onde, após dois meses como revisora, passei a exercer as atividades de redatora/repórter.

Como repórter, fiz a cobertura de eventos como: - Festival Internacional de Publicidade de Cannes (um dia quero cobrir o de cinema!!!) - Festival Ibero-americano de Publicidade, em Buenos Aires - Festival de Publicidade de Gramado.

Conheci, mas não a trabalho, a capital da Bolívia e um pouquinho do Peru. E gosto mais do atual "about me" no Orkut, em lugar deste CV aqui de cima: "Eu quero é botar meu bloco na rua!".

Projeto

A figura do flâneur no entendimento da prática jornalística


Meu tema: No jornalismo de hoje é notória a importância cada vez maior da “imagem” na transmissão de uma notícia, mas alguns dos melhores retratos da realidade foram feitos em períodos nos quais as máquinas fotográficas ainda estavam sendo criadas e a idéia das modernas filmadoras não estava presente nem nas mentes mais visionárias. Isso se deve à instituição do hábito da “flânerie”, que culmina com o auge da instauração das cidades modernas, na Europa, no século XIX. Nesse novo estilo de cidade, o espaço da rua adquire um caráter especial e é nele que o poeta francês Charles Baudelaire capta a presença do “flâneur” – ele próprio sendo um deles -, que vaga pelas ruas numa atitude aparentemente displicente (até vadia), mas que, no fundo, é imbuída de um exercício vigoroso de observação, levando, na seqüência, a um processo de interpretação apurado de muitos dos hábitos sociais que se instituem no espaço urbano. O tempo transcorre, mas a figura do flâneur permanece, ainda que adaptada aos contextos históricos de cada época. Sobre ele, diz João do Rio:

"Para compreender a psicologia da rua não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos flâneur e praticar o mais interessante de todos os esportes – a arte de flanar".

Diante disso, este projeto sugere como estudo “A figura do flâneur no entendimento da prática jornalística”, analisando o surgimento do termo cunhado por Baudelaire e o conceito nele implícito, assim como a expansão de sua influência, posteriormente, do âmbito da Literatura para áreas como a Sociologia e o Jornalismo, tomando como exemplo um caso brasileiro, no Rio de Janeiro da Belle Époque.

Meus objetivos: “Quem é capaz – diz uma frase de Guys, transmitida por Baudelaire - de se entediar em meio à multidão humana é um imbecil. Um imbecil, repito, e desprezível” . Essa citação feita por Benjamin e atribuída a um conhecido de Baudelaire pode ser o ponto de partida para a explicação dos objetivos deste projeto. Claro que a declaração tem um certo exagero, de quem deseja chamar atenção, mas a adotamos no sentido de que retoma a importância da atitude flâneur na prática literária, na do jornalismo e em muitas outras. Queremos encontrar, no estudo proposto, exemplos que demonstrem como a flânerie é um dos importantes meios de produção social de sentido e os efeitos e benefícios que o jornalismo conseguiu e consegue com ela.

O estudo também tem como meta levantar a produção bibliográfica sobre o tema, com base na qual refletiremos sobre o seu potencial compreensivo no entendimento da prática jornalística, buscando estabelecer um diálogo entre os recursos literários e sociológicos representados pela figura do flâneur e a sua contribuição para a criação de suas práticas jornalísticas. Fica claro, assim, que o objetivo principal do estudo é refletir sobre a importância dessa categoria na formação do olhar jornalístico.

Outras atividades

Torcer para o São Paulo, que, hoje, 22.04.07, deu o maior vexame contra o São Caetano! (ainda bem que não assisti!) Brincadeiras à parte, espero ter tempo para continuar "exercícios de literatura" iniciados/esboçados.

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